A greve dos caminhoneiros autônomos, prevista para 1º de novembro, está mantida, de acordo com algumas lideranças da categoria. Para Wallace Landim, o Chorão, a situação de agora é pior do que a enfrentada em 2018 pelos caminhoneiros. “Está mantida a paralisação do dia 1º de novembro, se o governo não sinalizar alguma coisa concreta”, disse ele ao UOL. De acordo com o presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), as reivindicações da categoria passam pela revisão da política de preços da Petrobras e o cumprimento do frete mínimo. O governo tem dito que segue aberto para “diálogo com os caminhoneiros, para tratar de demandas legítimas da categoria.
Na semana passada, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, garantiu, durante uma palestra a empresários, que não haverá greve como a de 2018, quando o país parou e houve diversos casos de desabastecimento.
José Roberto Stringasci, da ANTB (Associação Nacional de Transporte no Brasil), também confirmou a greve dos caminhoneiros autônomos. Ninguém está aguentando mais. A categoria resolveu parar e pedir para o presidente da República mudar a política de preços. E agora não é só a categoria não, é o povo brasileiro que está se conscientizando disso. Está forte o movimento. José Roberto Stringasci, da ANTBA principal reclamação está no valor do diesel, que já acumula alta de 65,3% nas refinarias. A gasolina subiu 73,4% no mesmo período. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) aponta que a inflação dos últimos 12 meses para motoristas no Brasil chegou a 18,46%, o maior valor desde 2000.A política de preços da Petrobras, adotada durante o governo de Michel Temer (MDB), faz com que os valores de venda dos combustíveis sigam o mercado internacional e a variação do dólar. Quando o preço do petróleo e o dólar sobem, os combustíveis sobem junto.”Não temos mais condições de trabalhar, infelizmente. Antes das últimas duas altas de combustíveis, sobrava em média 13% [do valor do frete] para a categoria. Agora, depois desses aumentos, a gente está pagando para trabalhar. Não sobra nada”, afirma Marconi arconi França, uma das lideranças dos caminhoneiros em Recife (PE