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9 em cada 10 municípios do Paraná bateram meta de alfabetização, aponta Inep

Nove em cada dez municípios do Paraná atingiram as metas de alfabetização de crianças na idade certa estabelecidas para 2025. É o que mostram os dados mais recentes do Indicador Criança Alfabetizada (ICA), divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação.

Ao todo, 362 de 398 municípios paranaenses (cerca de 91%) alcançaram o índice pactuado, evidenciando o avanço da alfabetização no Estado – uma cidade ficou de fora do cálculo por não ter índice mínimo de participação. O Paraná conta com 14 municípios com 100% das crianças alfabetizadas na idade certa: Ângulo, Ariranha, Atalaia, Bom Jesus do Sul, Cruzmaltina, Diamante do Sul, Iracema do Oeste, Ivatuba, Nova Fátima, Nova Olímpia, Novo Itacolomi, Pinhal do São Bento, Santa Amélia e São Sebastião da Amoreira. 

Os novos dados detalhados por município complementam o resultado geral do ICA 2025, já divulgado anteriormente, que apontou que o Paraná tem oito em cada dez crianças alfabetizadas na idade certa. O índice de 80% foi alcançado cinco anos antes da meta estabelecida pelo Ministério da Educação para 2030, com base em dados consolidados até o final de 2025. Além do Paraná, apenas Ceará e Goiás superaram esse patamar no país.

Os dados indicam um salto importante no desempenho geral dos estudantes. A média estadual de alfabetização passou de aproximadamente 70% em 2024 para 80% em 2025 – um crescimento de 10 pontos percentuais em apenas um ano. Esse avanço demonstra que a capilaridade das políticas educacionais adotadas no Paraná se traduz em resultados distribuídos em praticamente todo o território.

Para o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, os resultados refletem o sucesso da estratégia de articulação entre Estado e municípios. “Esse avanço mostra como o Paraná tem atuado de forma integrada, com políticas públicas que dialogam entre si e chegam efetivamente às redes municipais. A alfabetização na idade certa não acontece de forma isolada, ela é resultado de um conjunto de ações coordenadas, que envolvem formação de professores, acompanhamento pedagógico e uso estratégico de dados”, afirma.

Publicado anualmente pelo Inep, o ICA é calculado com base no desempenho de estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental em avaliações aplicadas pelos estados, no âmbito do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. No Paraná, o índice considera os resultados da Prova Paraná Mais 2025, aplicada na rede pública.

Além do índice de alfabetização, a própria avaliação estadual também aponta evolução. Em Língua Portuguesa, a média dos alunos do 2º ano passou de 632 pontos, registrados em 2023 e 2024, para 654 em 2025, em uma escala que vai até mil pontos. Em Matemática, o crescimento foi de 540 para 563 pontos entre 2024 e 2025. Com isso, o percentual de estudantes com aprendizado adequado na disciplina subiu de 72% para 80% no período.

A chefe do Núcleo de Cooperação Pedagógica com os Municípios da Seed-PR, Eliane Benatto, destaca que o desempenho é fruto de uma estratégia contínua de colaboração. “Esse resultado é fruto de uma estratégia consistente e colaborativa entre Estado e municípios, através do Programa Educa Juntos com foco claro na alfabetização na idade certa. Destacamos, principalmente, o investimento na formação continuada de professores, o uso de avaliações diagnósticas frequentes, o acompanhamento pedagógico sistemático e a entrega de materiais de apoio pedagógico estruturados, que permitem identificar as dificuldades dos estudantes e orientar intervenções de forma rápida e assertiva”, afirma.

Segundo ela, o Governo do Estado atua como articulador das políticas educacionais, oferecendo suporte técnico e pedagógico às redes municipais. “Na prática, isso acontece por meio de formações periódicas com professores e equipes pedagógicas, aplicação de avaliações diagnósticas e uso desses dados para planejar intervenções mais assertivas. Além disso, há um acompanhamento próximo dos municípios prioritários, com apoio técnico direto, fortalecendo a gestão pedagógica e garantindo que as ações cheguem efetivamente à sala de aula”, explica.

O programa Educa Juntos é o principal eixo dessa cooperação, estruturado em pilares como formação continuada, distribuição de materiais de apoio pedagógico, avaliações diagnósticas e monitoramento da aprendizagem. O modelo prevê acompanhamento próximo das redes municipais, respeitando as especificidades locais e promovendo uma cultura de gestão baseada em evidências.

Outras políticas também contribuem para o avanço dos indicadores, mesmo não sendo diretamente voltadas à alfabetização. Entre elas estão o fortalecimento da gestão escolar, o acompanhamento da frequência dos estudantes, programas de recomposição da aprendizagem e ações de melhoria do ambiente escolar. Essas iniciativas criam condições mais favoráveis para que a alfabetização ocorra no tempo adequado e sustentam o desempenho dos alunos no decorrer de suas vidas estudantis.

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